Satélite Bolinha

Video sobre o Satélite Bolinha



Depois do gato de água, do gato de luz e do gatonet, é hora de lembrar outro gato que percorre o Brasil: o gato de satélite.

A prática não é nova, e existe há anos, desde que se tornou padrão e fácil de dominar a tecnologia usada pelos chamados satélites "Bolinha", os aparelhos americanos chamados FLTSATCOM, lançados ao espaço entre 1978 e 1989 pela Marinha dos EUA. São satélites geoestacionários utilizados para comunicações militares entre bases terrestres, navios, aviões e submarinos.

Em meados dos anos 90, técnicos e operadores de rádio brasileiros descobriram que poderiam usar determinadas frequências operadas por esses satélites (que, apesar de antigos, ainda são usados nas comunicações militares americanas).

Desde então, a farra nas comunicações via satélite se instalou, com os gatos sendo usado para conversas de tudo quanto é tipo, especialmente em áreas com pouca cobertura de tecnologias de comunicação.

A bagunça parece ter chegado ao ápice no ano de 2011, quando os usuários de gatos satelitais ruidosamente comemoravam até gol do Corinthians. Operadores militares americanos ficaram estarrecidos e a história foi até parar na "Wired" na semana passada.

Não deu outra: Os militares americanos reclamaram com o governo brasileiro e isso deu início à Operação Satélite, de caça aos gatos, conta o delegado da Polícia Federal Ronaldo Guilherme Campos, de Santa Catarina, que coordenou a operação a partir de Minas Gerais em várias cidades e estados.

A ação da PF se deu no fim de março de 2011 e cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em cidades como Uberlândia, Governador Valadares, Caratinga e Ubaporanga (em Minas), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), São José (SC) e Palmas, Araguaiana, Barra do Garça e Mato Grosso (em Tocantins).

Segundo o delegado da PF, foram detidos 20 usuários dos gatos, mas ainda se investigam pelo menos mais cinco. Os 20 não ficaram presos, no entanto, porque a investigação prossegue e quer ir mais fundo, até os responsáveis pela fabricação dos aparelhos de interceptação clandestina dos satélites.

Esses usuários se valiam de diversos canais na internet, como Orkut, MSN e afins, para saber como obter os aparelhos e como fazê-los funcionar, conta Ronaldo.

De posse das informações, montavam o gato em casa, de forma bem artesanal e rudimentar, com equipamentos-padrão e, novamente com a ajuda da internet, ajustavam-nos para as configurações mínimas para interceptar a frequência dos satélites. Isso quando não compravam o esquema já pronto.

A revista americana comentou que as caronas sem fio são também usadas por traficantes de drogas para troca de informações e coordenar operações criminosas, mas Ronaldo não encontrou sinais disso na operação que coordenou.

É como se fosse um noticiário aberto a todos

A comunicação nesses gatos não é criptografada, isto é, qualquer um que entra na frequência pode ouvir o que os outros estão falando - explica. - É como se fosse um noticiário aberto a todos.

Por isso, são mais usadas em conversas e trocas de informações comuns. Os criminosos procuram usar alguma forma de comunicação criptografada. A maioria absoluta dos usuários se vale do gato como se fosse um Nextel gratuito.

O que não significa que os gatos de satélite sejam legais. Nada disso: seu uso é tipificado como crime na Lei Geral de Telecomunicações (artigo 183) e pode dar até quatro anos de detenção, além de multa. A Operação Satélite deixou isso bem claro.

A operação visou a materializar esse crime, embora a maioria das autoridades policiais preferisse não efetuar prisões dos usuários (na verdade, foi efetuada apenas uma), preferindo prosseguir em direção à fabricação e disponibilização dos meios para o gato de satélite através da internet, por exemplo - explica Ronaldo. - O importante é coibir a prática, que está interferindo com as operações militares americanas.

Embora a Marinha americana esteja trabalhando numa nova geração de satélites chamada MUOS (Mobile User Objective System) para substituir os velhos FLTSATCOM, eles ainda são bastante usados, e Ronaldo diz que é difícil coibir tecnologicamente a pirataria, pois os transceptores são facilmente adaptáveis para interceptar a frequência. De qualquer modo, a PF está fazendo a perícia nos aparelhos apreendidos e vai continuar de olho. Até aparecer algum novo gato por aí.


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Resumo para o "Solar-Terrestrial Data"

Variações no campo magnético da Terra são medidos por magnetômetros.
Dois índices são calculados:
Índice K - Faixa de 0 a 9, 0 é calma
Índice A - Usa a média das 8 leituras do índice K, Faixa de 0-400
Geralmente um Índice A igual ou inferior a 15 ou um índice K igual ou inferior a 3 é o melhor para a propagação HF.
Elevados índices A e K reduzem as MUFs, mas ocasionalmente MUFs em baixas latitudes podem aumentar quando os índices A e K são elevados.
Veja no quadro acima, tanto os dados relativos a data de hoje (UTC), quanto a faixa de variação dos índices K e A:

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