A Historia Extraordinária dos Satélites de Radioamador

Tradução livre de um artigo publicado na Space Today Online

www.spacetoday.org 

Traduzido e adaptado por Nicolaus Sallay – PP8DA
 
- Eis  um fato inusitado, mais de 70 satélites construídos por Radioamadores foram lançados  nas ultimas quatro décadas. O numero e surpreendente devido
 a estes sofisticados e únicos veículos espaçais serem pouco conhecidos fora da fraternidade  radioamadoristica. 
Defacto, grupos particulares de Radio Amadores em torno do Mundo, construi –ram dúzias e dúzias de satélites de comunicação e de fins científicos desde o lançamento inicial do OSCAR – 1, primeiro satélite  feito por Amadores  em 12 de Dezembro de 1961. 
A maior organização da atualidade, envolvida com a atividade espacial e a Radio Amateur Satellite Corporation (AMSAT) com sede em Washington DC, AMSAT-DL
na Alemanha e outras similares espalhadas pelo mundo. Os membros e entusias-tas, associados ou não, são compostos por voluntários de todas as partes do mun-do, que projetam constróem e operam os satélites. 
Nos primórdios, - após o lançamento do primeiro artefato espacial, Sputnik-1, pela União Soviética em 4 de Outubro de 1957, naturalmente houve um imenso intere-sse e pressão política manifestada pelos Estados Unidos em colocar um satélite em orbita. 
Na aquela época o Jet Propulsion Laboratory (JPL) of California Institute of Tech-nology  em Pesadena, operava como laboratório de pesquisa para o Exercito Americano. Um mês após o lançamento do Sputnik 1, o exercito solicitou ao JPL a construção de um satélite composto de um modulo cientifico e outro de comunica-ções . O resultado deste pedido foi a construção de um satélite de aproxima-damente 20 lb. de peso, denominado Explorer I. O JPL e a Agencia de Mísseis Balísticos do Exercito dos EU, localizado em Huntsville, Alabama, lançaram o satélite em um foguete balístico tipo Redstone do, na época, campo de ensaios de  Cabo Canaveral em 31 de Janeiro de 1958.
Este histórico lançamento do primeiro satélite Americano em orbita terrestre, abriu o caminho para a corrida espacial com enfase para a Guerra Fria e foi também responsável pela criação da primeira agencia espacial civil, a NASA da qual a JPL hoje faz parte. 
 Mais  Explorer 
Os Radioamadores a nível mundial , envolvidos pelo entusiasmo de escutarem o bip-bip-bip do Sputnik vindo do espaço , com entusiasmo aceitaram o convite de rastear os sinais do Explorer I. Uma das muitas estações espalhadas pelo mundo fora, era operada por radioamadores, funcionários da JPL , localizada no escritório de um Sheriff do subúrbio de Los Angeles em Temple City. 
Alguns radioamadores tiveram uma idéia brilhante, Amadores sabem tudo sobre comunicação, se o governo consegue construir um satélite de comunicações, por-que nos não? 
O primeiro satélite de Radioamador. Um grupo de amadores californianos criaram um clube e se autodenominaram Projeto Oscar, construído o primeiro satélite de Radio Amador em 1961. Desde então a maioria dos satélites feitos por Amadores foram chamados de OSCAR. 
O Projeto OSCAR construi os primeiros quarto satélites. Então em 1969 foi funda-da a AMSAT cujo primeiro satélite a entrar em orbita foi o OSCAR-5, construído  por estudantes Australianos. 
Todos os satélites tipo ‘high-tech’ foram construídos através de doação de tempo materiais e  meios financeiros pelos radioamadores dos mais diversos países como E.Unidos, Alemanha, Canada, Inglaterra, Australia, Rússia, França, Itália, Japão, Brasil, Argentina e outros sem querer ser injusto, omitindo alguém. 
OSCAR. Todos os satélites lançados, patrocinados pela AMSAT, recebem o nome OSCAR que significa Orbital Satellite Carrying Amateur Radio. Ate 2002 , o numero total de OSCAR’s totalizou 50 satélites. Após o lançamento com sucesso, e operando nas freqüências atribuídas ao serviço de Radioamadores, a AMSAT atribui um numero a cada OSCAR.
Como exemplo citamos o lançamento de dois OCARS em dezembro de 2002, um por grupo de Amadores Alemães, o AATiS  OSCAR-49 (AO-49). A AATiS e um grupo que promove o Radioamadorismo nas  escolas,e o satélite da Arábia Sau-dita, denominado Saudi OSCAR-50 (SO-50) . 
Radiosputnik. No decorrer dos anos, alem dos OSCARS a União Soviética e Ama-dores Russos, construíram e lançaram 20 satélites com a denominação de Radio-Sputnik , ou RS, que também eram conhecidos por ‘Iskra’ o que significa faisca. 
Amadores Britânicos construíram na Universidade de Surrey os famosos satélites denominados UoSAT, operando nos modos packet, sendo que os Japoneses construíram os famosos Fuji (FO-20 e FO-29). 
Alguns números interessantes.
Só quatro satélites existiam em orbita em 1960
Seis foram lançados em 1970
Sete satélites de Radioamador e relacionados foram lançados nos anos 80
Duas dúzias foram lançados em 1990.
Mais que uma dúzia foi lançada desde a virada do século.
 
O recorde foi no ano de 2000 com o lançamento de nove satélites para o nosso hobby, seguido do ano de 1981 e 1990 com oito satélites cada. Logo a seguir vem os anos de 1993 e 1998 com cinco sats cada, sendo de que a maioria ainda esta em orbita e alguns ainda em uso. 
Nada como uma carona para o especo. Nas décadas passadas satélites de Radio-amador muitas vezes se beneficiaram de caronas para o espaço como por exem-plo nos lançamentos feitos pelos Russos, Americanos , Japoneses e outros paí-ses, porem hoje e com a freqüência de cargas comerciais cada vez maiores, difi-cilmente esta sorte se repete e os lançamentos são bem pagos. 
Orbitas de satélites. Os projetos de satélites de radioamador mais importantes foram designados “Phase 1 , Phase 2 e Phase 3”. 
A maioria dos satélites ate então foram do tipo Phase 1 e 2 com orbitas no sentido norte – sul, orbita polar ou leste – oeste, orbita equatorial a uma altitude media entre 200 a 1000 milhas de altura. Para comparação esta e a altura onde se encontra a Estação Espacial, porem um pouco mais alto. Este tipo de satélite de baixa altitude circula o globo a cada hora pouco mais ou menos, permanecendo ao alcance de uma estação terrena  por aproximadamente 15 a 30 minutos. Satélites de orbita polar chegam ao alcance da estação terrena todos os dias aproximadamente no mesmo horário. Estes são os satélites denominados de Low Earth Orbit (LEO). Os sats tipo ‘Phase 1’ estavam extremamente limitados em termos energéticos, tanto que ele só duravam poucas semanas. Os satélites ‘Phase 2’ operam por períodos muito longos e possuem um alcance de ate 4000 milhas. 
Com inicio em 1980, a AMSAT começou a projetar satélites de Radioamador com extensas orbitas elípticas no intuito de manter os mesmos ao alcance das es-tações terrenas durante muitas horas, nascendo desta forma os satélites ‘Phase 3’. Estes por seu turno iriam ser bem mais complexos e equipados com frequen-cias de radio mais altas bem como tem a capacidade de serem usados para comunicações a grades distancias devido a sua altura em orbita que alcança entre 20.000 a 30.000 milhas no apogeu, retornando no perigeu para uma altura  entre 1.500 a 2.500 milhas. Este tipo de orbita e denominado de orbita ‘Molniya’ idealizada e utilizada pelos Russos nos seus  satélites de comunicação. 
Se alguma vez vier a existir um satélite do tipo  ‘Phase 4’, este será um satélite geoestacionario, e será um OSCAR a uma altura de aproximadamente 22.000 Milhas que porem só alcançara uma determinada área, mas não se fala ainda nesta possibilidade. 
Repetidoras no Céus. Na maioria das vezes os satélites de radioamador são repe-tidoras nos céus . os satélites ‘transpõem‘, repetem , retransmitem a voz, bem como sinais de Morse e transmissões digitais de computador para computador ou armazenam mensagens e números digitados por computador para retirada posterior por uma outra estação terrena, chamados de BBS (bulletin board  sys-tem). Algumas vezes estes sats incluem pacotes científicos que medem os mais diversos parâmetros espaciais. 
O satélite de Radioamador e um sistema aberto para o uso de qualquer Operador devidamente licenciado pelas autoridades competentes. Os satélites alem de aten-derem ao hobby, servem ao publico em condições de emergência ,na educação , ao serviço medico e outros. 
Beacon, Sistemas de Gerenciamento. A grande maioria de satélites tem um sistema de gerenciamento interno que funciona via um computador de bordo.
Estes dados são transmitidos via um ‘Beacon’, baliza, em determinada frequencia e os dados permitem a analise permanente do seu estado de funcionamento e eventuais necessidades de correção por uma estação de controle, podendo com isto ligar ou desligar funções, reorientar a atitude do satélite e etc. 
Outros. Alem de ter um bom QSO, bate papo ou ‘rag chewing’, como os colegas americanos o chamam, existem diversos tipos de conteste e outras atividades via satélite que produzem um desafio adicional como WAS, Satellite DXCC, contac-tando 100 países via sat e outros como o ZRO Technical Achievment Avard que se destina a estações com elevada sensibilidade e qualificações técnicas para a escuta de sinais fracos. 
A operação via satélite e desenvolvida e tem o aval de organizações como a AMSAT, ARRL, RSGB, DARC , Projeto OSCAR , NASA e outras entidades.

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Resumo para o "Solar-Terrestrial Data"

Variações no campo magnético da Terra são medidos por magnetômetros.
Dois índices são calculados:
Índice K - Faixa de 0 a 9, 0 é calma
Índice A - Usa a média das 8 leituras do índice K, Faixa de 0-400
Geralmente um Índice A igual ou inferior a 15 ou um índice K igual ou inferior a 3 é o melhor para a propagação HF.
Elevados índices A e K reduzem as MUFs, mas ocasionalmente MUFs em baixas latitudes podem aumentar quando os índices A e K são elevados.
Veja no quadro acima, tanto os dados relativos a data de hoje (UTC), quanto a faixa de variação dos índices K e A:

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