História da Faixa do Cidadão


Este serviço surgiu depois da Segunda Guerra Mundial, quando já em ampla utilização os demais serviços de Radiocomunicações. Seu objetivo principal foi facultar ao cidadão comum, sem nenhuma vinculação com a técnica, um modo de comunicações rápidas e versáteis, notadamente para fins de outras atividades profissionais. Exemplos: comunicações entre médicos e seus hospitais, de profissionais liberais com seus escritórios, de motoristas de táxi com suas empresas, de fazendeiros com seus vizinhos e as cooperativas agrícolas, e outras similares.
Inicialmente, nos países em que foi regulamentado, o Rádio do Cidadão revestiu-se das características acima, constituindo um meio econômico, e, sobretudo, “desburocratizado” para obtenção de licenças para comunicações profissionais (inadmissíveis no Serviço de Amador) de forma muito mais simples que as licenças para o Serviço Limitado, sujeito a grandes despesas e severas exigências.
Paulatinamente, porém, estas características básicas que o instituíram foram sendo “deformadas”: de permeio com as comunicações “profissionais”, eclodiram as puramente recreativas – o “bate-papo” informal entre operadores sem qualquer vínculo profissional. E desta forma, os aspectos “recreativos” predominaram amplamente sobre os usos profissionais, ao ponto de estes se verem quase “bloqueados” pelo congestionamento dos canais da Faixa do Cidadão nos “bate-papos” de operadores do mundo inteiro.
O Brasil tardou muito em regulamentar o Serviço de Rádio do Cidadão, apesar de ter subscrito a Convenção Internacional que o estabelecera. O órgão oficial da época (a Comissão Técnica de Rádio) fazia ouvidos moucos aos apelos que de todos os setores lhe eram feitos para regulamentar a matéria. Então, deu-se o inevitável: a faixa de 27 Mhz (11 metros), uma das internacionalmente reservadas ao Rádio do Cidadão, foi sendo invadida por estações clandestinas, que ali praticavam toda sorte de comunicações, desde as profissionais às recreativas.
Somente no ano de 1970, através da Portaria nº33, de 26 de janeiro de 1970, o Ministério das Comunicações regulamentou no Brasil o Serviço de Rádio do Cidadão. Naquela Portaria, também se dava predominância aos usos profissionais da Faixa do Cidadão, inclusive reservando-lhes um certo número de canais exclusivos. Todavia, foram admitidos empregos recreativos (nos demais canais), sujeitos, todavia, a rígidas restrições, tais como proibição de comunicados em idiomas estrangeiros, tempo máximo de duração das mensagens, etc.
Mais tarde a Portaria nº 33 foi revogada, descaracterizando-se a predominância dos usos profissionais. Daí passou a faixa de 11 metros a ser usada quase que exclusivamente para fins de entretenimento e até atividades tipicamente enquadradas no Radioamadorismo, como concursos, diplomas, etc. Isto gerou uma situação verdadeiramente caótica, impossibilitando os usos profissionais, e até mesmo embaraçando as comunicações de emergência nos canais a isto destinados.
A partir de fins de 1979, foram introduzidas pelo Ministério das Comunicações várias e radicais alterações no Serviço Rádio do Cidadão, as quais culminaram com a Portaria nº218/1980, aprovando a Norma 01A/80; esta ampliou para 60 canais de comunicações a faixa de 11 metros e excluiu seu uso às pessoas jurídicas, excetuadas as associações representativas dos usuários e entidades que, a critério do Ministério, possam atender a situações de emergência.
Foram admitidas as emissões em banda lateral singela (SSB), o que aumenta muito as possibilidades de comunicações por maior número de usuários. Graças a estas medidas, o Serviço Rádio do Cidadão destina-se a comunicações de entretenimento, comunicações de interesse particular (não permitidas a pessoas jurídicas) e à prestação de serviços de várias naturezas (inclusive em rodovias).

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Resumo para o "Solar-Terrestrial Data"

Variações no campo magnético da Terra são medidos por magnetômetros.
Dois índices são calculados:
Índice K - Faixa de 0 a 9, 0 é calma
Índice A - Usa a média das 8 leituras do índice K, Faixa de 0-400
Geralmente um Índice A igual ou inferior a 15 ou um índice K igual ou inferior a 3 é o melhor para a propagação HF.
Elevados índices A e K reduzem as MUFs, mas ocasionalmente MUFs em baixas latitudes podem aumentar quando os índices A e K são elevados.
Veja no quadro acima, tanto os dados relativos a data de hoje (UTC), quanto a faixa de variação dos índices K e A:

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