A Escolha do Radio PX e Antena para Faixa do Cidadão


Num desses sábados, sem nada pra fazer, fui fazer uma visita no 611 da Santa Efigenia, e fofocando e atrapalhando ao vendedores das lojinhas, até porque eu não ia comprar nada mesmo, me deparei com com uma família que pretendia adquirir um rádio PX para instalar num 4x4. Não pude deixar de apreciar os esforços do vendedor para procurar explicar as vantagens deste ou outro modelo.
No entanto, o pretenso comprador, como em outros casos a que já assisti, foi rematando que o que pretendia era o BARATO. Que o PX era só para comunicar entre viaturas 4x4, em passeio e a curta distância. Por isso qualquer coisa servia... Nada mais errado.
Na utilização em todo-o-terreno ou trilhas, etc, o sistema de comunicação mais usado é efetivamente o Radio PX (Faixa do Cidadão). Trata-se de um sistema econômico e confortável no uso, bastando um equipamento e uma antena. Quem já utilizou, sabe que já não é fácil passar sem comunicações num passeio pelas trihas.
Nesta coisa do 4x4 turístico, o que conta, infelizmente, é o "tunning"! Se for para comprar uns grandes pneus, uns brutos faróis, etc, a coisa já vale a pena o investimento, principalmente porque toda a gente vai ver e dizer: o teu carro está muito bonito. Mas como estamos falando de um rádio PX, que fica escondido na viatura e não se vê, então há que reduzir o investimento e comprar o mais barato e ordinário. Depois é que são elas.
Efetivamente existe este problema de mentalidades. De tudo o que se compra para um 4x4, provavelmente o rádio PX será a única coisa que não é consumível, ou seja, não se vai estragar com o uso normal. Tudo o resto (pneus, chapa, baterias, suspensões, motor, etc) são de manutenção obrigatória ou de durabilidade limitada.
Então porquê comprar a "coisa" mais barata que há na loja, quando o investimento é pouco maior que um tanque cheio de gasolina e vai durar bem mais?
Um radio PX para usar no TT ou em operação móvel, deve ter as seguintes funcionalidades básicas:
  • 40 canais (o normal)
  • AM/FM. Não vale a pena adquirir rádio com SSB (banda lateral) porque a maioria dos outros utilizadores não terão e por isso não vai servirá para nada, além do preço ser o dobro
  • Filtro ANL e/ou NB. Estes filtros são muito importantes, porque ajudam a eliminar os ruídos parasitas, nomeadamente das interferências elétricas dos piscas, ventiladores, ignição e alternador, etc. É uma condição que os modelos mais simples não têm.
  • Regulador de RF. Muitos dos equipamentos da gama média já têm regulagem de ganho de microfone e de radio-frequência (RF). Esta ultima funcionalidade é muito importante na atividade do 4x4 porque muitas vezes os parceiros estão tão próximos que o som chega anasalado ou imperceptível, devido à distorção de proximidade. Assim, basta diminuir o controlo de RF para tirar "rendimento" ao receptor e diminuir essa anomalia. Isto acontece também porque os modelos básicos (incluindo os mais usados, o Cobra 19DX, o ALAN 78) não têm um AGC (Controlo Automático de Ganho) devidamente eficaz que deveria fazer esse trabalho de controle automaticamente. No entanto, um similar o TTI 770, já faz esse trabalho lindamente e também tem controlo de RF. É testar para ver...
  • PA (Public Address). Ok, não é tão importante como as outras funcionalidades, mas pode ser muito útil. Os equipamentos com PA, permitem a ligação de um Alto Falante externo especial (normalmente chamada de corneta) que pode ser instalado fora, ou preparado para uso manual. Com isto, basta selecionar, no rádio, esta função e quando falamos no microfone o som sai por esse alto falante. Ficamos, pois, com uma ferramenta para avisar outros de uma situação, para ajudar na manobra do guincho, etc. Até para chamar a atenção de outro...
É que para ter estas funções o investimento, não é assim tão maior. Diria que basta acrescentar, aproximadamente uns R$100,00 a mais. Por pouco mais já tem um equipamento muito melhor. E vai durar mais que o tal tanque de gasolina...
O resto do investimento é igual, independentemente do radio escolhido. Necessita de uma antena (Santiago 1200 da SIRTEL ou Midland ML145, são a melhor escolha) e o respectivo suporte.
O suporte também é muito importante. Não só porque vai permitir uma boa massa da antena ao veiculo, mas também porque tem de ser mecânicamente resistente (as árvores não perdoam...) e deve ser adaptável a uma boa localização. Pode escolher um suporte para a calha, para o capôt, para uma grade ou escada, para a porta traseira, etc. Não aconselho a utilização de bases magnéticas, porque não vão suportar as pancadas mais fortes. A melhor opção é afastar a antena e os respectivos cabos da maior fonte de ruídos parasitas: o motor e distribuidor de ignição.
Se a escolha do equipamento foi importante, a localização e afinação do conjunto de antena não é por menos. AFINAÇÃO? Sim, porque as antenas de emissão têm de ser ajustadas na sua impedância sob pena de o equipamento não emitir em condições (e logo menor alcance), e danificar os transístores finais do aparelho. Esta regra aplica-se a qualquer tipo de radio emissores. Quanto à localização, gostaríamos de não ver as verdadeiras aberrações técnica (e até estéticas) com antenas "penduradas" no para-choques traseiro, mesmo encostadas à porta traseira. Com essa montagem a tal afinação é impossível e o rendimento é uma vergonha.
Por ultimo, quer faça a montagem por si mesmo ou vá ao eletricista de auto, considere como muito importante que o equipamento seja ligado diretamente à bateria sem passar pela função de acessórios da chave de ignição. E quando digo ligado direto, não estou falando naquele cabo que está ligado para utilizar com outro acessório. Direto é mesmo direto! Se não souber, ou não tiver medidor para tal, para proceder à afinação da antena, combine isso com quem te vendeu a antena e negocie esse serviço, pós montagem, logo na compra do conjunto.
Não se esqueça: logo ao chegar a casa, deve tratar de pedir a Licença de Utilização. Não vale a pena poupar, porque vai te poupar da chateação se a policia a pedir e não tiver.
Para quem tem outro grau de exigência, ou já se aventurou nas expedições de maiores distancias, então esqueça o PX e compre um VHF. Mas isso é outra conversa, que fica pra um próximo assunto.

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Resumo para o "Solar-Terrestrial Data"

Variações no campo magnético da Terra são medidos por magnetômetros.
Dois índices são calculados:
Índice K - Faixa de 0 a 9, 0 é calma
Índice A - Usa a média das 8 leituras do índice K, Faixa de 0-400
Geralmente um Índice A igual ou inferior a 15 ou um índice K igual ou inferior a 3 é o melhor para a propagação HF.
Elevados índices A e K reduzem as MUFs, mas ocasionalmente MUFs em baixas latitudes podem aumentar quando os índices A e K são elevados.
Veja no quadro acima, tanto os dados relativos a data de hoje (UTC), quanto a faixa de variação dos índices K e A:

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