Vendaval ou Tempestade



O QUE É 
É a perturbação marcante no estado normal da atmosfera. Ocorre pelo deslocamento violento de uma massa de ar, de uma área de alta pressão para outra de baixa pressão. Normalmente os vendavais são acompanhados de chuvas intensas e concentradas (tempestades), e também por queda de granizo ou de neve, quando são chamados de nevascas.



Principais efeitos adversos:

- derrubam árvores e causam danos às plantações;
- derrubam as fiações e provocam interrupções no fornecimento de energia elétrica e nas comunicações telefônicas;
- provocam enxurradas e alagamentos;
- produzem danos em habitações mal construídas e/ou mal situadas;
- provocam destelhamento em edificações;
- causam traumatismos provocados pelo impacto de objetos transportados pelo vento, por afogamento e por deslizamentos ou desmoronamentos.
Os vendavais ocorrem em qualquer parte da Terra. No Brasil, são mais freqüentes nos estados da região Sul: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.


Vendavais muitos intensos ou ciclones extratropicais

 As velocidades do vento variam entre 102 a 120 km/h. Normalmente, são acompanhados de chuvas muito intensas e concentradas, além de inundações, ondas gigantescas, raios, naufrágios e incêndios provocados por curtos-circuitos.
Esses fenômenos arrancam árvores, destroem fiações e provocam danos, normalmente mais intensos que os provocados pelos vendavais e menos que os causados pelos ciclones tropicais ou furacões.



Conheça a Escala de Beaufort


Nº DA ESCALA
NOMENCLATURA
VELOCIDADE DO VENTO EM km/h
CARACTERIZAÇÃO
0
Vento calmo ou calmaria
Menos de 1,8
Nada se move. A fumaça sobe verticalmente.
1
Bafagem, aragem leve, vento quase calmo
1,8 - 6,0
O sentido do vento é indicado pela fumaça, mas não pelo cata-vento.
2
Brisa leve ou aragem
7,0 - 11,0
Sente-se o vento na face. As folhas das árvores são agitadas levemente. Os cata-ventos são acionados
3
Vento fresco ou leve
12,0 - 19,0
As bandeiras leves desfraldam. As folhas das árvores e arbustos movimentam-se continuamente.
4
Vento moderado
20,0- 30,0
Levanta poeira e papéis. Movimenta pequenos galhos de árvores.
5
Vento regular
31,0 - 40,0
Forma ondas com cristas nos rios e lagos. Faz oscilar os arbustos.
6
Vento muito fresco ou meio forte
41,0 - 51,0
Faz zunir os fios telegráficos. Movimenta os galhos maiores das árvores. Dificulta o uso de guarda-chuvas
7
Vento forte
52,0 - 61,0
Movimenta o tronco das árvores. Dificulta caminhar contra o vento.
8
Vento muito forte ou ventania
62,0 – 74,0
Quebra galhos de árvores. Impossibilita andar contra o vento.
9
Vento duro ou ventania fortíssima
75,0 – 87,0
Produz pequenos danos nas habitações. Arranca telhas. Derruba chaminés de barro.
10
Vento muito duro, vendaval ou tempestade
88,0 – 102,0
Derruba árvores. Produz danos consideráveis em habitações mal construídas. Destelha muitas edificações.
11
Vento tempestuoso, vendaval muito forte, ciclone extratropical
103,0 – 119,0
Arranca árvores. Provoca grande destruição. Derruba a fiação.
12
Furacão, tufão ou ciclone tropical
Acima de 120,0
Efeitos devastadores. Provoca grandes danos e prejuízos.
 Fonte: Manual de Desastres, Vol. 1 – Desastres Naturais, Secretaria Nacional de Defesa Civil, 2003.


COMO AGIR 
1 - O que a prefeitura de sua cidade pode fazer? 
- elaborar o Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal, onde serão identificadas as áreas de risco e estabelecidas as regras de assentamento da população. Pela Constituição Federal (art.182), esse plano é obrigatório para municípios com mais de 20 mil habitantes;
- fiscalizar os projetos e as construções;
- aplicar multas, quando o morador não atender às recomendações da prefeitura;
- elaborar orientações para a construção. Todo morador deve saber o que fazer e como fazer para não ser atingido;
- indicar quais as técnicas seguras para a construção, com base no conhecimento da velocidade e época dos vendavais já ocorridos, especialmente nas edificações de grande cobertura e de estrutura metálica, como: postos de gasolina, galpões, silos, armazéns, escolas, depósitos e outros;
- como a maioria das residências de família de baixa renda não oferece segurança, a Defesa Civil poderá orientar como reforçar os telhados;
- cortar árvores ou deslocar postes de luz que possam cair sobre as casas;
- avisar, alertar sobre as condições climáticas e a possibilidade de vendaval e orientar sobre os cuidados a serem tomados pela população.


 2 - O que eu posso fazer antes da ocorrência do vendaval? 
Medidas preventivas de longo prazo:
- plante quebra-ventos, com quatro a seis fileiras de árvores com enraizamento profundo, de alturas gradualmente ascendentes, em sentido transversal ao dos ventos dominantes, para proteger as plantações e edificações. Bambu é considerado um eficiente quebra-vento;
- construa habitações sólidas e bem situadas, evitando áreas alagáveis ou sujeitas a deslizamentos e, sempre que possível, protegidas dos ventos dominantes, por elevações ou quebra-ventos;
- construa coberturas com telhas bem fixadas, para evitar deslizamentos ou destelhamentos. A construção de forros e lajes contribui para aumentar a segurança contra traumatismos;
- proteja as aberturas, dificultando a entrada de fortes correntes de ar no interior das residências, através de janelas e portas que fechem hermeticamente.

Medidas preventivas emergenciais:
- desligue a entrada da corrente elétrica e o gás, para evitar curtos-circuitos e incêndios;
- feche bem todas as aberturas da casa;
- proteja-se em cômodos com poucas janelas ou nenhuma e que possuam cobertura de laje de concreto, preferencialmente banheiros e corredores;
- abaixe para o piso todos os objetos que possam cair.
- para se proteger do impacto de objetos, fique embaixo de mesas e de outros móveis sólidos, caso as habitações não sejam sólidas e confiáveis;
- mantenha a comunicação através de rádios de pilha;
- só saia quando o vento acalmar ou receber o comunicado de órgãos de defesa (via rádio ou pessoalmente) que o perigo já passou;
- em lugares abertos mantenha-se junto ao solo, de preferência deitado em alguma depressão do terreno para não ser lançado pela força dos ventos ou atingido por projéteis;
- não dirija, pois você poderá ser atingido por árvores, placas, projéteis e postes;
- caso esteja dentro de um carro, pare em local aberto, longe de rios, pois as fortes chuvas costumam ocorrer associadas aos vendavais.
- estacione o veículo fora da estrada, em áreas protegidas de riscos de inundações, queda de árvores, deslizamentos e desmoronamentos, com as luzes de alerta acionadas.


 3 - E depois da ocorrência do vendaval, o que posso fazer? 
- ajude na limpeza e recuperação da área onde se encontra, começando pela desobstrução das ruas e outras vias;
- ajude seus vizinhos que foram atingidos;
- evite o contato com cabos ou redes elétricas caídas. Avise a Defesa Civil ou Bombeiros sobre estes perigos;
- procure não utilizar serviços hospitalares, de comunicações, a não ser que necessite realmente. Deixe estes serviços para os casos de emergência.

Fontes: Manual de Desastres Vol. 1 - Desastres Naturais, Secretaria Nacional de Defesa Civil (2003); Site da Secretaria Nacional de Defesa Civil; Prevenção de desastres naturais: conceitos básicos, Kobiyama et al. (2006).


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Resumo para o "Solar-Terrestrial Data"

Variações no campo magnético da Terra são medidos por magnetômetros.
Dois índices são calculados:
Índice K - Faixa de 0 a 9, 0 é calma
Índice A - Usa a média das 8 leituras do índice K, Faixa de 0-400
Geralmente um Índice A igual ou inferior a 15 ou um índice K igual ou inferior a 3 é o melhor para a propagação HF.
Elevados índices A e K reduzem as MUFs, mas ocasionalmente MUFs em baixas latitudes podem aumentar quando os índices A e K são elevados.
Veja no quadro acima, tanto os dados relativos a data de hoje (UTC), quanto a faixa de variação dos índices K e A:

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