CLANDESTINIDADES e FAXINHA



A Legislação vigente diz que os radioamadores não podem manter conversação com pessoas que não têm indicativo... O máximo que se pode fazer é manter a boa educação, dar a orientação necessária e em seguida encerrar o diálogo com a pessoa que não seja licenciada...

Percebo que várias pessoas ficam "dando orelha" aos clandestinos e tratam-nos como se fossem especiais e merecedores de total atenção. Sim, eles são dignos de atenção a partir do momento que tiverem indicativo... Não estamos julgando o caráter da pessoa sem indicativo, mas sim a condição de INABILITADO para o exercício do radioamadorismo...

O pior vem acontecendo quando radioamadores ficam "dando orelhas" a pessoas conhecidamente desprovidas de moral e sem bom comportamento, petimbadores confessos. Quando o radioamador "dá orelhas" à pessoas deste tipo, acabam se igualando a elas ou até pior, ficam abaixo da clandestinidade; afinal sabem que não pode, mas insiste em falar com os clandestinos...

Muitas vezes escutei "radioamadores classe A" do Rio de janeiro e São Paulo conversando com clandestinos e dizendo que não havia problema em não ter indicativo e que ambos poderiam conversar tranquilamente; e estes "radioamadores classe A" ainda acrescentam, que não são fiscais da Anatel, e que não cabe a eles ficalizarem, e só permanecem nas frequências de VHF para brincar um pouco...

Agora questiono: isso é comportamento de radioamador e ainda mais, sendo um "classe A"?

Por várias vezes escuto um clandestino já conhecido por muitos em algumas repetidoras aqui da região de Jundiaí e Campinas e principalmente em simplex; conversando abertamente como se fosse o dono do pedaço...

Quem conversa com esse clandestino nem imagina que este mesmo indivíduo por inúmeras vezes dá portadoras nos radioamadores, fala palavrões e provoca as pessoas que ele não tem simpatia...

E ainda tem alguns, que declaram em alto e bom tom, nas repetidoras, as frequencias da faxinha de 40m que os mesmos podem ser achados, muitos chegam ao cumulo de informar o indicativo de chamada nas frequencias utilizadas abaixo do 7.000 khz.

Hoje em dia com o preço baixo dos equipamento importados da china, tem se popularizado e muito as comunicações em HF, devido aos contatos de longa distancias, e claramente os usuários da "faxinha" deixam claro, que são oriundos das classe C e do PX.

O problema maior disso tudo é que o tanto VHF quanto as sub-faixas de HF, tem se tornado um PX engravatado; o maior índice de clandestinos dentro da faixa de radioamador estão concentrados no VHF e nas sub-faixas de HF; e o motivo disso é a popularização da faixa com equipamentos baratos e acessíveis...

É importante que os radioamadores entendam que preservar a nossa faixa é impedir que ela seja banalizada...

Os radioamadores têm de se unir em torno do que é correto e cuidar das próprias atitudes; os radioamadores são cientes de seus deveres e regras a serem seguidos e assim devem cuidar para que assim seja feito; de maneira ilibada...

É bom salientar que não existe dentro da faixa de radioamador nenhuma frequência destinada a clandestinos... Muitos acreditam que falar no simplex é permitido mas isso não é verdade; não é permitido que pessoas sem indicativo utilizem frequências destinadas a radioamadores licenciados...

E pior ainda, na região de Jundiaí e Campinas, existe atualmente rodadas de clandestinos dentro do VHF, que utilizam a frequência como se fossem donos dela, rechaçando quem eles não desejam que utilize a frequência, inclusive radioamadores... Isso chega a ser o cúmulo do absurdo; seria cômico se não fosse desprezível...

Norma 449/2006: Art. 7º. A Licença para Funcionamento de Estação de Radioamador é intransferível, na qual constará, necessariamente, o nome do autorizado, a sua classe, o indicativo de chamada da estação e a potência autorizada.

A licença autoriza o radioamador a utilizar qualquer das radiofreqüências destinadas à sua classe, em conformidade com o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências para Estações do Serviço de Radioamador.

"RADIOAMADOR!!! Valoriza tua conquista, afinal você estudou e foi aprovado por mérito teu e tua classe é uma vitória, por isso, NÃO fale com clandestinos que invadem nossas faixas!"

Radioamadorismo - Hobby do Passado, será?

Com hobby 'do passado', brasileiro coleciona expedições longínquas

Radioamador há 43 anos, Orlando Perez disputa concursos pelo mundo.
No Kiribati, ilha do Pacífico, equipe fez a expedição brasileira mais distante.


Fábio Tito

Do Arquipélago do Bailique, no Amapá, ao extremo sul do país em Chuí, no Rio Grande do Sul, passando por diferentes ilhas e faróis na costa do Brasil, ilhas do México e mais recentemente um pequeno país-ilha no meio do Oceano Pacífico chamado Kiribati.
São cartões registrando sua presença nesses lugares longínquos que o paulista morador de Brasília Orlando Perez Filho envia mundo afora como parte de seu maior hobby, considerado por muitos como algo "do passado".
Desde adolescente, Orlando é aficionado pelo radioamadorismo, paixão herdada do avô.
E, mais de quatro décadas depois de ter conseguido aos 16 anos comprar seu primeiro transmissor, ele acumula recordes e amizades feitas através das ondas do rádio.
"O radioamadorismo oferece aos seus praticantes muitas possibilidades, e a que eu mais gosto é essa, de montar estação e falar desde lugares remotos, como ilhas e faróis", conta o físico e engenheiro de telecomunicações.
Alguns dos cartões 'QSL' que Orlando já fez em suas expedições. Modelos impressos são enviados pelo mundo para comprovar contatos distantes via rádio (Foto: Arquivo pessoal/Orlando Perez)Alguns dos cartões 'QSL' que Orlando já fez em suas expedições. Modelos impressos são enviados pelo mundo para comprovar contatos distantes via rádio (Foto: Arquivo pessoal/Orlando Perez)
'DXpedição'Em 2010, durante uma expedição para local distante ("DXpedição", no vocabulário dos entendidos) na Ilha de Maiaú, no Maranhão, Orlando conseguiu uma quebra de recorde e ficou em 1º lugar num concurso mundial de radioamadores se comunicando diretamente de faróis. Na conversa com o homem entusiasmado, no entanto, fica claro que sua motivação maior são as experiências.
O presidente do Kiribati, Anote Tong (centro), recebe a equipe brasileira em expedição na pequena ilha. À esquerda, Orlando Perez (Foto: Arquivo pessoal/Orlando Perez)O presidente do Kiribati, Anote Tong (centro), recebe
a equipe brasileira em expedição na pequena ilha
(Foto: Arquivo pessoal/Orlando Perez)
"Cada radioamador tem seu cartão personalizado. Quando se fala pela 1ª vez com uma pessoa, a gente costuma trocar cartões com informações do contato: indicativo de chamada, data e hora, frequência e um relato em código sobre a qualidade do contato", explica o radioamador. Em cada expedição, são feitos novos cartões (chamados de QSLs), que comprovam que o contato foi feito a partir daquela localidade.
Em sua última expedição, PT2OP (nome de Orlando como rádio-amador) e os outros nove brasileiros da equipe chegaram a ser recebidos pelo presidente do Kiribati, Anote Tong. Eles doaram alguns equipamentos para os pouquíssimos rádio-amadores da ilha, ainda inexperientes.
Foi a primeira expedição genuinamente brasileira realizada em um país estrangeiro tão distante, segundo Orlando. A equipe ficou no país de 16 a 25 de outubro.
Orlando Perez, o PT2OP, possui equipamento profissional para se comunicar com lugares distantes. Uma antena de vários metros se destaca sobre sua casa (Foto: Diego Baravelli/Divulgação)Orlando Perez, o PT2OP, possui equipamento profissional para se comunicar com lugares distantes. Uma antena de vários metros se destaca sobre sua casa (Foto: Diego Baravelli/Divulgação)
Bastante organizadas, as DXpedições têm site com atualizações na web ao longo das viagens, relatando objetivos alcançados ou obstáculos que surgem. Há, inclusive, apoio financeiro de outros apaixonados por essa tecnologia para que as DXpedições aconteçam, muitos deles desconhecidos.
Isso tudo é relatado na página da viagem, como ocorreu no Kiribati - mais especificamente nas ilhas que compõem o Kiribati Ocidental.
O radioamadorismo oferece aos seus praticantes muitas possibilidades, e a que eu mais gosto é essa, de montar estação e falar desde lugares remotos, como ilhas e faróis"
Orlando Perez, radioamador há 43 anos
Radioamadores no mundoOs Estados Unidos são o país com mais radioamadores, com um total próximo a 500 mil praticantes. O Japão também tem um número expressivo de adeptos, principalmente se considerada sua população, bem menor que as de EUA e Brasil.
O Brasil tem cerca de 35 mil radioamadores, entre os mais aficionados e os de uso mais corriqueiro. O órgão que representa a prática no país é a Labre - Liga de Amadores Brasileiros de Rádio-Emissão. Além da Labre federal, há as representações de cada Unidade Federativa. Orlando Perez Filho é o atual presidente da Labre do Distrito Federal.
Espírito voluntário
Em todo mundo, a atividade dos radioamadores tem tradicionalmente um caráter voluntário. E pode fazer uma enorme diferença em desastres naturais, por exemplo, quando as linhas de telefone e torres de celular estão sujeitas a danos. Orlando lembra que, durante as chuvas que devastaram parte da região serrana do Rio de Janeiro em 2011, os radioamadores ajudaram para que diversos resgates fossem realizados.
Décadas atrás, quando fazer um mero interurbano era algo que levava horas para se concretizar, o radioamadorismo também prestava serviços Brasil afora comunicando emergências com mais agilidade ou mesmo passando recados.

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Resumo para o "Solar-Terrestrial Data"

Variações no campo magnético da Terra são medidos por magnetômetros.
Dois índices são calculados:
Índice K - Faixa de 0 a 9, 0 é calma
Índice A - Usa a média das 8 leituras do índice K, Faixa de 0-400
Geralmente um Índice A igual ou inferior a 15 ou um índice K igual ou inferior a 3 é o melhor para a propagação HF.
Elevados índices A e K reduzem as MUFs, mas ocasionalmente MUFs em baixas latitudes podem aumentar quando os índices A e K são elevados.
Veja no quadro acima, tanto os dados relativos a data de hoje (UTC), quanto a faixa de variação dos índices K e A:

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